A CADA DIA, MENOS VARONIL
Valmir Fonseca Azevedo Pereira
A construção de uma nação depende, desde os seus primórdios no despontar de seus próceres e no desenrolar de eventos que vivenciou e a forjaram, mesmo antes que aquele pedaço de chão pudesse ser remotamente, alcunhado de pátria.
Depois juntam - se ao território, o povo, e a vontade política e eis uma nação.
Criada pelos nativos como a mãe – pátria, no seu histórico serão agregados outros homens singulares e outros marcantes acontecimentos, concedendo àquela empírica entidade foros peculiares e permanentes, entre eles, a Soberania.
Nada mais natural, como reforço à identidade nacional do que revestí - la de sacralidade, de respeito e de inabalável amor à pátria.
Dessa forma, o homem – idealista adotou o lábaro nacional como um de seus símbolos. De fato, a Bandeira seria o farol para os seus guerreiros nos campos de batalha ou nas grandes empreitadas.
Assim, além da Bandeira, o Selo, o Hino Nacional e as Armas da República foram incorporados como símbolos da Nação. Eles traduzem, em essência, nas últimas décadas, a grandeza, o respeito e a soberania.
Tudo ia bem, até que surgiu a antipatriótica esquerda do desgoverno, e sem mais aquela, a não ser um desusado desrespeito ao pendão nacional, guindou a Bandeira do MERCOSUL, a título de emprestar àquela mambembe agremiação, foros de entidade ímpar e soberana, o mesmo nível de pompa e circunstância da idolatrada Bandeira Nacional.
Engolimos mais uma patacoada do socialismo bolivariano.
No passado, tentaram subverter a lei e a ordem, não conseguiram. Hoje, donos do poder se comprazem em deturpar, não apenas àquelas, pois açulam dicotomias e patrocinam movimentos sediciosos, porém, insatisfeitos deturpam ou apequenam o mais significativo símbolo da Pátria.
Todos sabem que a determinação presidencial para que a Bandeira do MERCOSUL seja hasteada, juntamente, com a Bandeira Nacional, é do ano passado (final de 2009).
Na ocasião, escrevemos o presente texto, mas perdemos a oportunidade de divulgá - lo, contudo, ao ler que foi instituído em 14 de janeiro, “O DIA NACIONAL DE COMBATE E PREVENÇÃO AO ESCALPAMENTO”, a ser comemorado anualmente em 28 de agosto, e que pela Lei Nº 12.206, DE 19 de janeiro de 2010 no DOU 20.01.2010, foi instituído o DIA NACIONAL DA BAIANA DE ACARAJÉ, a ser comemorado, anualmente, no dia 25 de novembro, ato festejado por um dileto amigo, como a “lei que faltava para transformar o Brasil em potencia mundial”, enchemo - nos de brios para retirar da gaveta o texto acima, e confirmar seu título, de que a cada dia está menos varonil a nossa Bandeira e, por via das conseqüências, maior a nossa falta de vergonha. Isso para não falar no execrável e totalitário PNDH-3.
Na verdade, perdemos o siso, a dignidade e o senso do ridículo.
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira