Ante os Falsos Profetas - Emmanuel

Jefferson Severino - 14/11/2019 SC 01571 JP

Ante os Falsos Profetas
Emmanuel

 
Acautela-te em atribuir aos falsos profetas o fracasso de teus empreendimentos morais.
 
Recorda que todos somos tentados, segundo a espécie de nossas imperfeições.
 
Não despertarás a fome do peixe com uma lata de ouro, nem atrairás a atenção do cavalo com um prato de pérolas, mas, sim, ofertando-lhes à percepção leve bocado sangrento ou alguma concha de milho.
 
Desse modo, igualmente, todos somos induzidos aos erros, na pauta de nossa própria estultícia.
 
Dominados pelo orgulho, cremos naqueles que nos incitam à vaidade e, sedentos de posse, assimilamos as sugestões infelizes de quantos se proponham explorar-nos a insensatez e a cobiça.
 
É preciso lembrar que todos somos, no traje físico ou dele desenfaixados, espíritos a caminho, buscando na luta e na experiência os fatores da evolução que nos é necessária, e que, por isso mesmo, se já somos aprendizes do Cristo temos a obrigação de buscar-lhe o exemplo para metro ideal de nossa conduta.
 
Não vale, assim, alegar confiança na palavra de quantos nos sustentem a fantasia, com respeito a fictícios valores de que sejamos depositários, no pressuposto de que venham até nós, na condição de desencarnados; pois que a morte do corpo é, no fundo, simples mudança de vestimenta, sem afetar, na maioria das circunstâncias, a nossa formação espiritual.
 
"Não creias, desse modo, em todo Espírito" – diz-nos o Apóstolo –, porquanto semelhante atitude envolveria a crença cega em nossos próprios enganos, com a exaltação de reiterados caprichos.
 
O ouvido que escuta é irmão da boca que fala.
 
Ilusão admitida é nossa própria ilusão.
 
Apetite insuflado é apetite que acalentamos.
 
Mentira acreditada é a própria mentira em nós.
 
Crueldade aceita é crueldade que nos pertence.
 
De alguma sorte, somos também a força com a qual entramos em sintonia.
 
Procuremos, pois, o Mestre dos mestres como sendo a luz de nosso caminho. E cotejando, com as lições dEle, avisos e informes, mensagens e advertências que nos sejam endereçados, desse ou daquele setor de esclarecimento, aprenderemos, sem sombra, que a humildade e o serviço são nossos deveres de cada hora, para que a verdade nos ilumine e para que o amor pura nos regenere, preservando-nos, por fim, contra o assédio de todo mal.
 
Emmanuel
Do livro: Religião dos Espíritos
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
 
 
 




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