Decisão na Verdade - Joanna de Ângelis

Jefferson Severino - 05/11/2019 SC 01571 JP

 

Decisão na Verdade
Joanna de Ângelis

 
..."Havendo eu sido cego, agora vejo." - (João: capítulo 9º, versículo 25)
 
O jovem padecia de cegueira desde o nascimento.
 
Jamais conhecera a luz.
 
Sua vida se encontrava povoada de trevas, em cujos meandros tateava com aflição.
 
Jesus abriu-lhe os olhos, concedendo-lhe a diamantina claridade da visão.
 
Inundado pela luz externa que o fascinou, enriqueceu-se de gratidão por aquele que o libertou..
 
Instado à informação do fato, deu-a inciso, conciso num eloqüente testemunho de júbilo.
 
Não acreditado pelos que o cercavam e o inquiriam, reafirmou a ocorrência, asseverando haver sido ele o antigo cego, face à dúvida que o cercava.
 
Convidado a opinar sobre quem o beneficiara, fez-se conclusivo: "Ë profeta!"
 
Intimado a injuriar e desmerecer o desconhecido benfeitor, a ingratidão de muitos que logo olvidam o socorro recebido, permitindo-se a dúvida, ao lado da subserviência aos transitórios triunfadores, foi explícito:
 
- "Se é pecador, não sei; uma coisa eu sei: havendo eu sido cego, agora vejo".
 
Não lhe importava quem ele era e sim o que lhe fizera.
 
* * *
 
Defrontam-se no ensino evangélico as duas conjunturas habituais: luz e treva.
 
Enfrentam-se as duas situações: verdade e mentira.
 
Duela a suspeita com a convicção.
 
Teima a pusilanimidade contra o sentimento leal.
 
Insiste o despeito, agredindo a nobreza.
 
O fato, porém, triunfa.
 
O bem relevante sobrenada entre as águas turvas do mal enganoso.
 
Nada importava ao jovem, agora vidente.
 
O essencial era que se encontrava a ver.
 
Nem assim, diante das evidências, cessava a hostilidade contra o "Filho de Deus".
 
O cipoal das paixões humanas, através das habilidades da astúcia, abriam-se em ardis infelizes, tentando apanhar o incomparável Amigo dos sofredores.
 
Hoje, no entanto, ainda é assim.
 
Tropeçam e atropelam-se os cegos do corpo com os do espírito. Os últimos são piores do que os primeiros porque se negam a ver, preferindo a urdidura da infâmia e da perversidade nas quais se distraem e anestesiam a razão.
 
* * *
 
Cuida-te contra a cegueira imposta pelos preconceitos, pelo orgulho, pelos descalabros de todo porte.
 
Já fizeste o teu encontro com Jesus.
 
Agora vês. Beneficia-te da claridade a fim de progredires.
 
Não mais acondiciones trevas morais nas antigas sombras dominadoras das paisagens íntimas.
 
Sai na direção do dia de sol para servir.
 
Caminha no rumo da luz e referta-te de claridades divinas, difundindo a esperança e a alegria.
 
Confessa o teu Amigo Sublime perante todos e segue, intimorato, ajudando em nome d'Ele os que ainda se debatem na escuridão donde saíste e que anseiam, também, pela bênção da visão a fim de enxergar.
 
Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo P. Franco
Do livro: Leis Morais da Vida
 
 




« Leia outros artigos