A ORAÇÃO EM FAMÍLIA - Thereza de Brito

Jefferson Severino - 17/01/2019 SC 01571 JP

A ORAÇÃO EM FAMÍLIA
Thereza de Brito

 
Luz inapagável passa a brilhar sobre o lar, onde perduram as vibrações da prece. 
 
Ondas permanentes de harmonia envolvem o ambiente familiar que instala o hábito salutar da oração. 
 
Saúde espiritual inarredável costuma penetrar as almas que, no reduto doméstico, se aliam aos benefícios da prece. 
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É lamentável o olvido a que é relegada a oração, em grande número de lares pela Terra inteira. 
 
Mesmo em grupos familiais que envergam a rotulagem cristã, falta o aconchego maior com as Fontes Fecundas de paz em que se converte a oração. 
 
Mais do que pode supor a pessoa que ora, a alma que se liga às faixas luminosas do diálogo com Deus absorve desse estuário bendito do Mundo Invisível as mais profundas messes de recursos aptos a sustentá-la, nas lides em que se movimenta no planeta. 
 
Esse salutar costume de abrir-se para dizer ao Senhor o que se sente, mesmo sabendo que o Senhor sabe de todas as coisas, converte-se em exercício maduro de autoconhecimento gradual, em exercício de humildade, que eleva e bendiz a criatura. 
 
No campo doméstico, pois, ensine a seus filhos, desde pequeninos, tão logo consigam acompanhar os pais, a entoar as palavras da prece, que, com o tempo irão compreendendo, adicionando seus próprios sentimentos, valendo-se, ao mesmo tempo, dessa norma feliz, como fuga das tormentas em si ou em torno de si, ou como bálsamo medicamentoso em face dos padecimentos físicos e morais que, acaso, lhes esbarre a caminhada terrestre. 
 
Ensine-lhes a não fazer da prece um conjunto de palavras inócuas, das quais a sincera compenetração não faça parte. 
 
Mostra-lhes que, por ser valiosa, a prece deve ser entoada ou emitida, em regime de função íntima, fazendo silêncio no aposento do coração, para que aprenda a ouvir as respostas das Alturas, que podem ser imediatas ou encontrar-nos pelos caminhos. 
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Afervore-se à oração em seu lar, seja na estação feliz das alegrias domésticas, seja nos momentos ou nas quadras de testemunhos difíceis. 
 
Evite demonstrar aos seus familiares qualquer ansiedade, injustificável para quem ora. 
 
Entregue-se, incondicionalmente, ao Pai Criador, realizando a parte que lhe cabe, nos cenários de sua vida, certo de que aquilo que, pedindo na oração, não obtiver, é que você não está no momento ideal de perceber as bênçãos que busca. 
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Ensine aos seus que a prece não é um instrumento para barganhar com a Divindade, num regime de trocas infantil. A prece é uma forma de comunicação. Quanto mais honesta, mais alta. Quanto mais alta, melhores os seus resultados. 
 
Independentemente de sua oração diária e íntima, aproveite o encontro de sua família, uma vez que seja por semana, em qualquer dia, em qualquer horário que possam estabelecer para a prece em conjunto. 
 
Diante da mesa posta do Evangelho de Jesus, recolherão você e os seus os mais sublimes e valiosos recursos da Divindade, para que consigam dar conta dos múltiplos compromissos da presente reencarnação, sem perda de tempo. 
 
Orar é nobre condicionamento, harmonizando-nos com o Infinito. 
 
Orar em família é ver derramar-se sobre ela o cálice aurífico dos Céus, acondicionando-nos nesse imenso bojo de ventura que o Cristo traz ao nos visitar. 
 
Ensine aos seus entes queridos a se utilizarem das formidáveis bênçãos que movimentamos para o equilíbrio e para a presença da luz em nosso cenário doméstico. 
 
Thereza de Brito
Psicografia de Raul Teixeira
Do Livro: Vereda Familiar 
 
 
 




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