ÊXITOS E FRACASSOS - Batuíra

Jefferson Severino - 01/11/2018 SC 01571 JP

ÊXITOS E FRACASSOS
Batuíra
 
“Outrora ele te foi inútil mas doravante será muito útil a ti, como se tornou para mim.” (Filemon 11) 
 
O apóstolo Paulo sabia que, no futuro, se poderiam extrair coisas úteis de coisas aparentemente inúteis. 
 
O fracasso ajuda a gerar o êxito. Aceitemos nossas perdas e jamais desanimemos ante o serviço do bem. 
 
É imperioso valorizarmos tanto a escassez como a abundân­cia, tanto o erro como o acerto, pois sempre é possível aprender alguma coisa em qualquer situação. 
 
Quando doamos nossa boa von­tade e nossa melhor intenção e fracassamos, imediatamente deve­mos nos perguntar: o que a Divina Providência está me ensinando? O verdadeiro insucesso reside em não tirarmos o devido proveito dos fatos para nosso desenvolvimento espiritual. 
 
Êxito e derrota são duas bandejas que retêm matérias-primas diferentes, mas que nos conduzem ao mesmo legado sublime - o aprendizado. A humanidade precipitada, entretanto, identifica na primeira o manjar mavioso da vitória e na segunda experimenta o ali­mento insalubre da derrota. Erros têm muito a nos ensinar. Eles nos propiciam ocasiões marcantes para o crescimento interior. 
 
Todos aqueles que se encontram ajustados ao entendimento das leis divinas passarão a dar igual importância aos acertos e de­sacertos e usá-los em prol dos empreendimentos idealizados. O sábio aprendeu que o êxito do hoje muitas vezes foi a ruína do ontem, e onde vacilamos agora, amanhã deslancharemos. 
 
Em nossos compromissos com a administração do grupo espírita, não devemos sublinhar os fracassos dos outros e os nos­sos, mas avaliá-los como proveitosas experiências adquiridas. Certos projetos poderão não ter alcançado o resultado que gosta­ríamos que tivessem, contudo o revés indubitavelmente nos colo­cará um pouco mais perto do sucesso. 
 
Se criticarmos impiedosamente os colaboradores respon­sáveis por um fracasso em alguma empreitada de assistência ou de organização interna, esperemos duas prováveis conseqüências: a intensificação do sentimento de vergonha, frustração e embaraço; ou a hesitação, inibição e resistência em tentar algo novo, ou a continuidade da mesma tarefa. 
 
Ante as crises e desajustes da equipe, encorajemos os companheiros do labor espírita, exaltemos os aspectos positivos do esforço mal sucedido e incentivemos todos a avançar sem es­morecimento. Adicionemos mais trabalho às nossas já existentes incumbências, e Deus nos abrirá nova caminhada de acesso ao refazimento. 
 
Como dirigentes, podemos vir a ser classificados mais como críticos do que orientadores, mais como condenadores do que socorristas. Podemos vir a adotar uma postura que afastará as pes­soas, evitando que nos procurem para relatar seus desenganos e pedir-nos aconselhamento. Na tentativa de se protegerem contra nossas críticas, se fecharão completamente. 
Devemos dar todo o apoio e crédito aos que tentaram e não alcançaram êxito, pois a grande maioria nem ao menos lança as mãos no empreendimento, e tem medo só de tentar.
 
Diante de quaisquer desafios ou reveses esbocemos um sorriso esperançoso e promissor, e sigamos avante contando com as bênçãos do mais Alto. 
 
Entendemos que o orientador não pode conduzir-se como um cego perante as coisas negativas, desviando constantemente os olhos dos fracassos e das atitudes errôneas. Quando tiver que lidar com o insucesso ou opinar sobre ele, deverá enfatizar ao grupo o lado positivo, ou seja, o ensinamento que se esconde por trás da­quela ocorrência infeliz. 
 
Portanto, a mensagem é: na presença de tempestades e aflições, de ventanias e fracassos, trabalhemos servindo sempre, porque em todo tempo ou em qualquer situação a atitude certa é a positividade. 
 
A destreza de extrair o bem do aparente mal vai gerar uma excelsa substância, à feição de tesouro valioso, que energizará os trabalhadores do Evangelho, conduzindo-os ao dever bem cum­prido e às excelências da edificação do reino dos céus na Terra.
 
Batuíra
Do livro: Conviver e Melhorar
Psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto
 
 
 




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