BOLSONARO X HADDAD & A GUERRA PSICOLÓGICA DE SECESSÃO NORDESTINA por Antuérpio Pettersen Filho

Jefferson Severino - 15/10/2018 SC 01571 JP

BOLSONARO X HADDAD & A GUERRA PSICOLÓGICA DE SECESSÃO NORDESTINA
por Antuérpio Pettersen Filho

 
Guerra que afligiu os Estados Unidos, por exemplo, a expressão “guerra de secessão”, em grosso modo, quer dizer Guerra Civil, interna, onde Cidadãos de mesma nacionalidade, ou origem, disputam Território ou Poder, como foi o caso da Guerra de Secessão Norte Americana, que varreu o País no meio do Século XIX, opondo-se os do Norte contra os do Sul, em que ceifou milhões de vida, e deu origem aos EUA, tal qual hoje conhecemos, ameaça também, ora, seccionar o Brasil, tamanhas as diferenças, e confrontos, entre as propostas, e atuais candidaturas, entre o Candidato Direitista, Jair Messias Bolsonaro, e o Candidato Esquerdista, Fernando Haddad, o primeiro com base eleitoral, predominantemente Sulista, e o Segundo, eminentemente Nordestina, duas das maiores, e mais contraditórias Regiões Socioeconômicas do Brasil.
 
Tidos, equivocadamente, por preconceito ou maledicência, como Cidadãos de “Segunda Categoria”, conceito homofóbico e racista, que não representa a sua real identidade, o Nordeste brasileiro, no todo, Pobre e Seco, Região assolada pela Seca e Miséria Humana, ponto em que se deram, predominantemente, os primeiros assentamentos do Colonizador Português, à partir da Bahia e Pernambuco, e donde se deu o vigoroso Ciclo do Açúcar de Cana, que impulsionou os primeiros anos de vida da Colônia, até o Ciclo do Ouro, no Sudeste brasileiro, que rotacionou o desenvolvimento social no Brasil, deixando aquela região no semiesquecimento, até o Ciclo do Café, e o recente Ciclo Industrial, o Nordeste, desde então, vem sendo vitima da própria pobreza e ingerência, massa de manobra para castas políticas, Terra do Coronelismo, e fonte de mão de obra barata, a fornecer massa humana para as grandes cidades do Sudeste, por isso mesmo, subsidiado pelo restante do Brasil, com programas efêmeros e politiqueiros, como o de Combate a Seca, ou Sudene e Codevasf, bem como a cada Período Eleitoral, em que é regado com pomposas verbas públicas, a cada recrudescimento das chuvas, depois, caindo novamente no esquecimento...
 
No entanto, Colégio Eleitoral, e por que não, Curral Eleitoral dos mais prodigiosos, lavrado em cima de uma População sofrida, quase sempre analfabeta e pobre, vive estrutura social, às vezes, comparável ao Feudalismo, em que mandam os Coronéis, e obedecem os Vassalos, infelizmente, realidade que favorece à baixa politica, hoje praticada no Brasil, em que gracejam os Corruptos, sendo, ademais, nas ultimas três ou quatro Eleições, arrimo da condução dos últimos Presidentes ao Poder, conforme ora, Haddad, do PT – Partido dos Trabalhadores, faz da Região o seu esteio, levando aos que, eventualmente, apoiam Bolsonaro, com base eleitoral nas regiões outras do Brasil, a mais completa irresignação.
Dilema que somente interessa aos Seccionistas, Extremistas que querem separar o Brasil em nichos sociais, Pretos contra Brancos, Ricos contra Pobres, Monogâmicos contra Gays, Aculturados contra Índios ou Quilombolas, aliás, Politicas que sempre pregou o PT, no melhor estilo Romano, de “Dividir para Conquistar”, ou do “Pão & Circo”, no caso atual, a tal Discriminação, que pode chegar a Secessão, não interessa à ninguém, pelo menos não, aos que, verdadeiramente, amam o Brasil.
 
È, na verdade, como naquela Parábola Bíblica, em que uma Mae, ao ver questionada a maternidade do seu Filho, levou a questão ao Rei Salomão, que, diante das duas supostas Mães, para resolver o impasse, teria decidido cortar a Criança em duas, dando uma metade padra cada Mae, no que a verdadeira, teria dito: “”Não, eu menti, a Criança é da outra Mae, não minha”, no intuito de salvar a vida do Filho.
No caso em apreço, penso, o Brasil é indivisível, é o que preceitua a Constituição !
 
Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadã”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC




« Leia outros artigos