OS SEM-ESPERANÇA DE AGOSTO DECIDIRÃO A ELEIÇÃO DE OUTUBRO por Augusto Nunes

Jefferson Severino - 10/08/2018 SC 01571 JP

OS SEM-ESPERANÇA DE AGOSTO DECIDIRÃO A ELEIÇÃO DE OUTUBRO
por Augusto Nunes
Levante - Uma manifestação em Brasília, em 2013: o lugar de mulher negra e favelada é também o Parlamento (Pedro Ladeira/Folhapress)
 
70 milhões de eleitores esperam ser encontrados por partidos e líderes que falem com eles, falem sobre eles, falem por eles.
 
As pesquisas eleitorais informam que, por enquanto, mais de 70 milhões de brasileiros continuam de costas para todos os candidatos à Presidência da República. Essa multidão de dimensões amazônicas abrange os que pretendem abster-se, votar em branco ou anular o voto.
 
É verdade que, nestes trêfegos trópicos, a opção pelo nenhum sempre seduziu muita gente. Mas a aliança informal dos céticos, dos desiludidos e dos indignados ameaça transformar o Brasil de 2018 no avesso do antigo viveiro de profissionais da esperança.
 
Os inscritos na corrida rumo ao Planalto teimam em perder tempo com manobras e palavrórios forjados para roubar votos dos adversários. Deveriam concentrar-se na elaboração de programas, propostas e discursos que lhes permitam sintonizar-se com o coração e a alma de uma parcela expressiva da imensidão de decepcionados.
 
No mundo inteiro, líderes e partidos políticos vivem em busca de eleitores. No Brasil, 70 milhões de eleitores esperam ser encontrados por partidos políticos e líderes que falem com eles, falem sobre eles, falem por eles. Os sem-candidato de agosto vão decidir o duelo travado nas urnas de outubro.
 
 




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