AFINIDADES - Emmanuel

Jefferson Severino - 29/07/2018 SC 01571 JP

AFINIDADES
Emmanuel

 
O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.
 
Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.
 
Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.
 
O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.
 
Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.
 
A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir.
 
Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.
 
De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.
 
Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.
 
Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que nos cercam.
 
Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.
 
Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.
 
Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.
 
Conversações alimentam conversações.
 
Pensamentos ampliam pensamentos.
 
Demoramo-nos com que se afina conosco.
 
Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.
 
Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.
 
Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.
 
Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.
 
Trabalhar incessantemente é dever.
 
Servir é elevar-se.
 
Aprender é conquistar novos horizontes.
 
Amar é engrandecer-se.
 
Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contato com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.
 
Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Livro: Roteiro
 
 
 




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