SENTENCIADOS - Emmanuel

Jefferson Severino - 01/07/2018 SC 01571 JP

SENTENCIADOS
Emmanuel

 
Sentenciados, sim!
 
A vida, porém, não nos suplicia pelo prazer de atormentar.
 
À face de nossa destinação à suprema felicidade, todos estamos intimados ao bem, impelidos ao progresso, endereçados à educação e policiados pela justiça.
 
Jesus, o Divino Penalogista, exortou-nos, convincente:
 
- “Perdoa não sete vezes, mas setenta vezes sete.”
 
É que o mal expressa grave desequilíbrio naquele que o pratica.
 
Comparados às moléstias do corpo, a dor moral de haver ferido a alguém é o abcesso reclamando dreno adequado; o vício é a fístula corruptora, esperando remoção da causa que a produz, e a delinquência é o tumor de caráter maligno, comprometendo a estrutura orgânica, em prenúncio de morte.
 
Esposar revolta e vingança seria expor o próprio sangue a infecções perigosas, entrando, voluntariamente, nas faixas destrutivas da enfermidade.
 
Tolerância e perdão, por isso, constituem profilaxia e imunização infalíveis.
 
Diz Allan Kardec: "Às penas que o espírito experimenta na vida espiritual ajuntam-se as da vida corpórea, que são consequentes às imperfeições do homem, às suas paixões, ao mal uso de suas faculdades e à expiação de presentes e passadas faltas."
 
Esparze, desse modo, as vibrações confortativas da prece sobre todo aquele que caiu no logro do mal.
 
O caluniador está sentenciado à repressão da própria língua, o desertor está sentenciado à frustração que marcou a si mesmo, o ingrato está sentenciado ao arrependimento tardio, o ofensor está sentenciado ao ferrete da consciência, o criminoso está sentenciado a carregar consigo o padecimento das próprias vítimas.
 
Além disso, cada conta exige resgate proporcional aos débitos assumidos, com o remorso de quebra.
 
Assim, pois, à frente do irmão que te golpeia, recolhe-te em silêncio e esquece todo o mal.
 
Não precisas indicá-lo a esse ou àquele castigo, perante a barra dos tribunais, porque o maior sistema de punição já está dentro dele.
 
Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Livro Justiça Divina
 
 




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