CENSORES DA INTERNET QUEREM CHECAR, MAS NÃO QUEREM SER CHECADOS: POR QUE SERÁ? por Rodrigo Constantino

Jefferson Severino - 17/05/2018 SC 01571 JP

CENSORES DA INTERNET QUEREM CHECAR, MAS NÃO QUEREM SER CHECADOS: POR QUE SERÁ?
por Rodrigo Constantino

 

A Abraji emitiu uma nota em defesa das agências de “checagem de fatos”, que fecharam parceria com o Facebook para censurar postagens com “discurso de ódio” ou “mentiras”. A reação de quem sabe do que isso realmente se trata foi imediata e enérgica, o que fez a turma acusar o golpe. Na nota, há passagens no mínimo interessantes:

Desde o anúncio da parceria entre o Facebook e as agências de checagem Aos Fatos e Lupa em um programa de verificação de conteúdo postado na rede social, em 10.mai.2018, jornalistas e colaboradores desses veículos têm sido alvo de ataques no próprio Facebook e​ em​ outras plataformas, como Twitter e WhatsApp.

Por meio de vídeos e montagens de imagens, páginas e pessoas públicas ​classificam a iniciativa de checagem como “tentativa de censura da direita”, atribuindo às agências ​e a profissionais que as compõem ​o rótulo de “esquerdistas”​. Os conteúdos e falas incitam o público a “reagir”.

Perfis pessoais de colaboradores dos veículos​ em redes sociais ​​têm sido vasculhados​ e ​expostos​ em montagens, como supostas evidências de que as agências de checagem estariam a serviço de uma ideologia. Em alguns casos, fotos de cônjuges e pessoas próximas aos profissionais também foram disseminadas junto a afirmações falsas e ofensivas.

Para a Abraji, a crítica ao trabalho da imprensa é válida e necessária. Ao incitar, endossar ou praticar discurso de ódio contra jornalistas, porém, aqueles que reprovam as iniciativas de checagem promovem exatamente o que dizem combater: o impedimento à livre circulação de informações.

Alvo de ataques? Ou seja, quando essa gente recebe críticas, elas se transformam automaticamente em “ataques”, o que nos ajuda a entender o que querem dizer com “discurso de ódio”. Um exemplo está dado: falar mal das agências de “checagem de fatos”.

O que chamam de “montagens de imagens” é, na verdade, uma coletânea de imagens retiradas dos próprios perfis desses censores. Podemos ver um exemplo abaixo:

Nós é que colocamos neles o rótulo de “esquerdista”, percebem? Não são eles que demonstram claramente ser de esquerda, ao endossar toda a agenda “progressista”, defender em muitos casos até o PT e destilar nojo de Bolsonaro (sim, uma das censoras disse que o deputado é “nojento”).

A nota fala ainda em perfis “vasculhados”, vejam só que coisa incrível, irônica, reveladora! Ou seja, os censores vão vasculhar tudo que é postagem para reduzir seu alcance quando o conteúdo incomodar, mas não querem ser eles mesmos alvos de checagem dos demais. Checam, mas não podem ser checados. São os “ungidos” acima do bem e do mal. Alexandre Borges resumiu bem:

Mostrar que certos jornalistas mais parecem militantes de esquerda, torcedores partidários ou adeptos do proselitismo ideológico não é “endossar discurso de ódio”, como diz a nota, mas exatamente checar os fatos, como deveriam fazer todos os jornalistas sérios. Eis o que os censores não aceitam, pelo visto.

Eles tentam manter a aura de imparcialidade, mas é balela. Como funciona a tática das agências de “checagem de fatos” para posarem de isentas: elas refutam algumas “notícias” espantalhos contra a direita também, do tipo “Bolsonaro estuprou menina de 12 anos”; aí o “isentão” puxa da cartola essa incrível “checagem” para vender a ideia de que é imparcial. Só trouxa compra, claro…

Por que será que o barulho todo contra as agências de “checagem dos fatos” vem da direita? Será que a esquerda que defende Lula e Maduro preza a honestidade ou confia em terceiros dizendo o que é verdade e mentira? O silêncio relativo dessa turma e a reclamação geral da direita mostram tudo que é preciso saber sobre o assunto: os censores são os próprios radicais de esquerda!

E é essa revelação que tem despertado tanta preocupação e ódio neles. Se cada vez mais gente compreender o que realmente está em jogo, então a tática não vai funcionar, e o Facebook será pressionado a ser um pouco mais neutro de fato, sem perseguir conservadores como faz hoje.

Se você entende o perigo, sugiro que compartilhe esse e outros textos sobre o assunto, sempre finalizando com a hashtag #internetlivre. Não vamos aceitar passivamente a instalação do Ministério da Verdade orwelliano por socialistas disfarçados de jornalistas imparciais.

Rodrigo Constantino - Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

FONTE: GAZETA DO POVO

 




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