O CAMPO DE JOGO - por Humberto Ellery

Jefferson Severino - 12/05/2018 SC 01571 JP

O CAMPO DE JOGO
por Humberto Ellery


 

Meus caros, todos nós sabemos da importância do ¨mando de campo¨, pois o local, o clima, a torcida e demais condicionantes de uma disputa, sofrem uma enorme influência do meio onde se dá a peleja.

A propósito disso lembrei de um fato esportivo acontecido recentemente nos Estados Unidos.

Estavam reunidos em um clube de golf todos os simpatizantes desse esporte para as premiações anuais, entre os quais o maior campeão de todos os tempos, o grande e imbatível Tiger Woods. Lá pelas tantas chamaram para receber a taça o campeão americano de golf para cegos. Isso mesmo, um esporte onde a visão é muito exigida para avistar as flagsticks dos holes de uma larga distância (em alguns casos mais de 400 metros), estava lá para receber seu prêmio o campeão da categoria ¨Cego¨.

O Tiger Woods resolveu então¨tirar um sarro¨com a cara do ceguinho e, cheio de sorrisos, o desafiou para uma disputa. Todo mundo caiu na gargalhada, menos o ceguinho que topou o desfio e só impôs uma condição: que a disputa fosse em uma noite sem lua.

Eu não sei se o jogo chegou a ser realizado, mas se eu estivesse lá apostaria todas as minhas fichas no ceguinho!

Essa circunstância é a base do Grande Projeto de Extinção da Classe Política atualmente em curso. Primeiro pegaram um lema tão antigo quanto estúpido que diz¨todo político é ladrão¨.

Hoje já existe uma variante que afirma ¨pode até entrar honesto, mas em pouco tempo se corrompe¨. Esquecem que não é a política que torna o cidadão corrupto, mas é o seu voto que faz do corrupto um político. Eu, por exemplo, em mais de cinquenta anos de eleitor,  jamais votei em corrupto. E não é difícil escolher, só precisa muita atenção e informação. 

Não pode é votar irresponsavelmente, se deixando iludir por discursos vazios, populistas e cheios de promessas inexequíveis. 

O Grande Projeto conta com um fomento desbragado de ódio à classe política, embasado na dicotomia ¨Nós X Eles¨que o PT criou e disseminou, e também à desenfreada atuação do MPF, juntamente com o STF, num denuncismo e punitivismo jamais visto nem durante a ¨Santa Inquisição¨, que de santa não teve nada. O País hoje está cheio de Torquemadas e Savonarolas (cheio nos dois sentidos). 

Uma das principais manobras do Projeto recebeu o nome de ¨Delação do Fim do Mundo¨, quando 87 delatores da Odebrecht delataram mais de 400 políticos de 26 partidos, entre os quais 9 ministros, 28 senadores e 42 deputados federais.

Tal delação tinha a relatoria a cargo do Ministro Teori Zavascki, e, com a sua morte  a prima Carminha homologou o documento, que o Teori estudava havia meses, de mais de mil páginas, que ela afirma ter lido em um fim de semana (um fenômeno). Foram abertos 83 inquéritos, dos quais quase 60% já foram arquivados, porque não conseguiram provas de que sequer houve crime. E ninguém ao menos pediu desculpas aos políticos limpos que foram atirados na lama!

A ideia mãe é essa mesmo, jogar todo mundo na lama, onde os porcos se sentem à vontade. Quem melhor chafurda na lama leva uma enorme vantagem contra quem joga limpo. E quem é o Campeão na categoria ¨Jogo Sujo¨? jornalista Reinaldo Azevedo resumiu tudo numa frase: ¨Se todo mundo é igual, então o Lula é o melhor¨.

Humberto Ellery
hg.ellery@hotmail.com

 





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