Doenças psicossomáticas: Espiritismo de mãos dadas com a Psicologia

Jefferson Severino - 03/05/2018 SC 01571 JP

DOENÇAS PSICOMÁTICAS: ESPIRITISMO DE MÃOS DADAS COM A PSICOLOGIA

 

As doenças psicossomáticas são antigas. No entanto, o termo é novo para a população, pois nunca se tem falado tanto sobre isso. E também estamos vivendo uma época em que uma grande população está acometida dessas doenças. Mas alguns ainda guardam a ideia errônea de que são pura simulação ou hipocondria. Nada disso!

A cada dia surgem mais e mais evidências de que corpo e alma estão tão estreitamente ligados que aquilo que afeta um, acaba afetando também o outro. Joanna de Ângelis, em seu livro Plenitude, psicografado pelo médium espírita Divaldo Pereira Franco, inclui as doenças como um dos tipos de sofrimentos físicos, e faz uma análise profunda onde nossas paixões e conflitos geram a desarmonia das defesas orgânicas, as quais cedem a invasão de micróbios e vírus que lhes destroem a imunidade. 
 
Importante saber que se mudarmos a maneira de viver ou de simplesmente “ver” a vida,  estaremos eliminando muitos fatores de risco das doenças. Doenças psicossomáticas são aquelas que apresentam sintomas reais no corpo, mas cuja origem está no psiquismo, ou seja, no conjunto mente e sentimentos.
 
Popularmente se diz: “quando você acha e sente que tem uma doença que não existe”. É também em Plenitude que Joanna de Angelis nos diz: “A doença, todavia, é resultado do desequilíbrio energético do corpo, em razão da fragilidade emocional do Espírito que o aciona”. E ainda diz mais: “os medicamentos matam os invasores (vírus e bactérias), mas não restituem o equilíbrio como se deseja, se a fonte conservadora não irradia a força que sustenta o corpo. (...) Com a morte dos micróbios, a pessoa parece recuperada, ressurgindo, porém, a situação, em outro quadro patológico mais tarde”.
 
Podemos pontuar dois tipos de Doenças Psicossomáticas: aquelas de conversão psíquica, que são sintomas orgânicos que nenhum tipo de exame pode identificar, e a somatização propriamente dita, que é quando a energia psíquica foi descarregada no corpo levando a formação de uma ou mais lesões diagnosticáveis em exames e até em raio-X. Essas doenças são, na verdade, válvula de escape para sentimentos e emoções que o indivíduo não consegue lidar.
 
Importante prestarmos atenção ao nosso corpo, casos de gripes e resfriados constantes ou alergias respiratórias (rinite, asma), até mesmos problemas de pele, ou dores musculares e ou articulares, enfim toda espécie de sintomas físicos. Verificar se não ocorrem após brigas, sustos, grandes períodos de trabalho sem descanso ou com muita pressão ambiental, se quando se encontra em harmonia e equilíbrio emocional as doenças também se apresentam. Dores de cabeça ou nas costas, pernas e ou braços sem justificativa orgânica para as mesmas, e geralmente após algum fato significativo na vida.
 
Os estados de tranqüilidade, equilíbrio, boa auto-estima e valorização da própria vida – sem a negação da doença – são muito favoráveis acerca de sua vida. Quando você se permite parar e refletir acerca de sua vida, suas posturas e seus valores, está usando a doença a seu favor, ou seja, aproveitando-a como uma oportunidade de aprendizagem e reflexão. Joanna de Angelis nos indica: educação dos pensamentos, disciplina dos hábitos e segurança das metas para evitarmos nos lograr.
 
 Muitas vezes, é necessário consultar um profissional na área psicológica para ajudar nessa reflexão, pois nestes momentos de crise, é bastante difícil termos discernimento para concluirmos solitariamente. O estudo em grupo também é grande ferramenta coadjuvante de uma vida saudável
 
Olinda Zacharia, a Lili, é psicóloga e terapeuta




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