DIVINO MODELO - Irmão Victor

Jefferson Severino - 30/04/2018 SC 01571 JP

DIVINO MODELO
Irmão Victor 

 
         Sublime governador espiritual do orbe terreno, não vacilou em fazer-se o salvador entre os homens ignorantes e simples, nascendo numa estrebaria como improvisado berço, na companhia de alguns animais.
 
         Iluminada criança capaz de, com o seu natural descortino, desvendar todos os enigmas da ciência e da filosofia humanas, honrou o sagrado instituto da família na companhia dos pais amorosos e solícitos.
 
         Atingindo a tenra juventude com a lucidez de um verdadeiro sábio, assombrando até mesmo os maiorais do templo, preferiu permanecer entre os 12 e os 30 anos de existência ao lado do próprio pai José, exemplificando a simplicidade do trabalho no dever do serviço em família.
 
         Capaz de chamar a si todos os recursos disponíveis da Terra na construção do novo Reino, preferiu iniciá-lo com o convite singelo ao coração de boa vontade de alguns poucos pescadores à beira de um lago.
 
         Muito embora testemunhasse a Verdade diante das tribunas mais ilustres de sua gente, optou sempre pela conversa fraterna junto aos amigos ou pela palestra esclarecedora no seio da natureza.
 
         Embora mantivesse durante toda sua jornada o contacto permanente com os anjos dos céus, escolheu caminhar desprotegido no meio da multidão anônima e aflita, consolando-lhe as angústias com compassiva bondade.
 
         Divino juiz de nossas consciências, com acesso integral à realidade moral de todos os habitantes na face de Terra, instado ao julgamento impiedoso da mulher adúltera, preferiu não condená-la, limitando-se a pedir que não resvalasse novamente no erro.
 
         Enviado celeste de realeza espiritual se absteve de conviver com os catedráticos da cultura humana ou com os maiorais do poder transitório das nações, para buscar os desesperados e os tristes, os doentes e obsedados de toda ordem, os ignorantes e os simples.
 
         Curou enfermos; deu visão aos cegos; fez andar os paralíticos; limpou os leprosos; apascentou os loucos; deu vida aos mortos; abraçou as criancinhas; consolou a maternidade sofredora; amparou a paternidade combalida na dor...
 
         Distribuiu a paz de espírito, a luz de sua boa notícia, o calor de seu acendrado amor...
 
         Como paga à sua sublime bondade teve de retorno o escárnio e o apodo, a ironia e a perseguição sistemática, a traição e a perfídia, a mentira e a cupidez, o suplício e a morte...
 
         E, no ápice de seu sofrimento moral diante da aridez dos corações humanos, ainda teve forças para lançar-nos um olhar de misericórdia suprema, rogando ao Pai Criador que nos perdoasse a infantil ignorância.
 
         Desde então, o Divino Amigo, nunca deixou de ser lembrado no imo de nossas almas.
 
         E até hoje, passados 20 séculos de seu martírio, a chave de sua mensagem de Amor e Perdão, Luz e Sabedoria, é que nos descerra as portas da Vida Imperecível!
 
Padre Francisco de Paula Victor
Estudo da Noite: E.S.E. Cap. XVII itens 1 e 2




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