COM BANDIDO ARMADO DE FUZIL NÃO HÁ “CONVERSA” por Rodrigo Constantino

Jefferson Severino - 27/02/2018 SC 01571 JP

COM BANDIDO ARMADO DE FUZIL NÃO HÁ “CONVERSA”
por Rodrigo Constantino
Fonte: REUTERS/Bruno Kelly

Após o anúncio da intervenção federal no Rio e da liderança de um militar com a presença das Forças Armadas nas favelas cariocas, a turma dos “direitos humanos” logo entrou em cena, alertando para os riscos de “abusos”. Risco de abuso sempre existe, mas não é exatamente com isso que esse pessoal se preocupa. Eles querem é inviabilizar qualquer combate mais duro contra a bandidagem.

O policial Jonas Paulo divulgou dois vídeos em sua página, um com imagens de marginais treinando para uma operação de guerra com armamento pesado, e o outro com um desabafo sobre os “especialistas” convidados para opinar na televisão e que nada entendem do assunto, sempre desmerecendo o trabalho policial e ignorando a dura realidade em que estão submetidos:

Só seu desabafo teve quase 3 milhões de visualizações, mostrando que ele tocou na ferida. O povo cansou, não aguenta mais os “sociólogos” chamados para dar pitacos nas entrevistas, essa campanha intensa contra os policiais que arriscam suas vidas para enfrentar bandidos altamente armados.

Guilherme A. B. Amaral, também policial, escreveu em sua página outro desabafo na mesma linha, por conta do assassinato de um policial em operação, que merece ser publicado na íntegra:

Eu me chamo Guilherme e sou Tenente Coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo, mas já estou retirado há pouco mais de 2 anos, após 30 anos de serviços prestados.

Hoje, mais uma vez assisto atônito a uma reportagem de uma emissora de televisão que promove há décadas uma completa inversão de valores na nossa sociedade! Por outro lado, a sociedade assiste passivamente e permite que tais ideias fiquem entranhadas no seu dia a dia!

Ontem, o SOLDADO LOURENÇO, foi morto por um criminoso durante uma ação policial em que recuperou o veículo roubado de um desconhecido seu.

Este SOLDADO, que é pago por você, por mim, por nós, para nos defender, foi morto e deixou uma viúva e um órfão.

E qual foi a chamada da reportagem?! “Policial foi baleado por suspeito…”

NÃO, o nosso herói da vida real não foi baleado por um suspeito!!!! Quem atira em policiais, atira contra a sociedade e deve sempre ser chamado de CRIMINOSO!!!!

Durante a reportagem, comentaram que seu filho nunca mais terá o carinho, a companhia, o exemplo do seu pai? Mencionaram a viúva?! Registraram que a sociedade perdeu mais um herói?! Mas não um “herói” criado “à la” Pedro Bial, do decadente “BBB”. Perdemos alguém que jurou sacrificar a sua própria vida para nos defendermos!!! E assim o fez!!!

E o que NÓS, como pessoas ou como sociedade fazemos ou iremos fazer?! Como sempre, acredito eu, continuar passivamente assistindo a indiferença da mídia, ante a morte do nosso herói?!?!

Não estou aqui querendo vitimizá-lo ou ficar de “mimimi”! Somos SOLDADOS e sabemos que esta possibilidade está presente em nossas vidas, desde o primeiro dia de caserna! Nunca fugi de um combate e enquanto tiver forças, NUNCA fugirei, bem como acredito que a esmagadora maioria da nossa Polícia Militar!

Quero aqui apenas registrar a indiferença e o pouco caso de uma sociedade doente e muitas vezes hipócrita que se deixa levar pelas ideias maldosas e distorcidas, semeadas dia após dia, por uma mídia que, em sua maioria, prefere enaltecer e defender criminosos e contraventores em detrimento dos nossos agentes da lei!!!

Descanse em paz SD LOURENÇO!!!

Tanto Jonas Paulo como Guilherme Amaral capturam o sentimento predominante na população, a revolta contra a narrativa vigente que transforma bandido em vítima e policial em bandido. Como Percival Puggina bem resumiu:

De um lado, os traficantes, os barões do crime, os comandantes das facções se escondem nas favelas valendo-se da proteção que tais conglomerados proporcionam. De outro, entidades e instituições com orientação esquerdista, ou autorrotuladas como defensoras de direitos humanos, buscam inviabilizar a ação policial onde necessária e urgente.

Em minha coluna desta semana na IstoÉ, também falei desse tema, lembrando justamente que a guerra mais importante, mais ainda do que o confronto direto com os marginais, é a guerra cultural, para derrotarmos de vez esse discurso esquerdista que impede uma ação mais dura das autoridades contra os que transformam a vida do trabalhador num inferno:

Se a guerra contra o crime é necessária, ela representa apenas o começo. Mais importante é a guerra cultural, das narrativas. Ora, em qualquer situação de guerra, presume-se que haverá fatalidades, e que o inimigo não merece tratamento VIP. As baixas já temos, mas concentradas hoje na população trabalhadora. Os marginais já contam com muitas regalias também. É essa mentalidade que precisa mudar.

Quem anda nas favelas carregando um fuzil senão um perigoso assassino? A mesma esquerda que aplaude se o governo proíbe um cidadão honesto de ter uma simples pistola em casa, acha que o bandido com arma de guerra deve ser tratado com leniência? Se tem uma arma dessas na mão, então é alvo a ser eliminado, ponto. A vida do policial e a segurança do povo são as prioridades, não os “direitos” de quem declarou guerra ao sistema.

Com traficante armado com fuzil em favelas não tem “conversa”; tem-se um alvo a ser abatido. E os policiais que deixam suas mulheres e filhos em casa e se arriscam nessas operações, todo o nosso apoio. São heróis corajosos que merecem respeito, não o típico desdém dos “especialistas” convidados pelas emissoras de televisão do nosso país.

 

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.
 




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