BRASIL, UMA HISTÓRIA LAMENTÁVEL: QUAL É O NOSSO PROBLEMA? Por Rodrigo Constantino

Jefferson Severino - 26/01/2018 SC 01571 JP

BRASIL, UMA HISTÓRIA LAMENTÁVEL: QUAL É O NOSSO PROBLEMA?
Por Rodrigo Constantino 

 

Em sua coluna de hoje na Folha, Vinicius Torres Freire resume a lamentável trajetória da política brasileira no último século, repleta de golpes, impedimentos, ditaduras, assim como, do lado econômico, hiperinflação, recessão, décadas perdidas. A instabilidade política tem sido nossa regra, e os planos heterodoxos em economia idem. Diz o colunista:
 
Desde a volta da democracia, houve alguma paz econômica em apenas um terço do tempo. Os tumultos político e econômico se realimentam e, na economia, não raro são causados por algum besteirão programático jeca, ignorante ou reacionário. A instabilidade agrava e prolonga as perdas econômicas, pois não há plano de investimentos ou programa de Estado que resista a tal desordem, que nada tem de revolucionária, mas extrapola o conflito democrático.
 
Bobagem dizer que “isso não é normal”. É. Raros são os casos de países com estabilidade política e civilidade socioeconômica. Mas mesmo nesta vizinhança ruim da América do Sul há quem pareça progredir. Qual é o nosso problema?
 
Pretendo ajudá-lo a encontrar uma reposta. E parte dela está em sua própria coluna, ao usar o termo “reacionário” para descrever as maluquices econômicas adotadas pela esquerda. A Nova Matriz Econômica do PT, a “substituição das importações”, o nacionalismo protecionista, os subsídios do BNDES para a seleção dos “campeões nacionais”, o estado como locomotiva do progresso, as estatais, o Mercosul bolivariano, o congelamento de preços, o confisco da poupança, todas essas e muitas outras metidas absurdas tiveram o aval da esquerda, da turma da Unicamp, dos economistas heterodoxos.
 
Chamar esse câncer de algo “reacionário” é parte do problema, pois serve apenas para confundir e tirar o holofote do verdadeiro culpado. O “reacionário”, pela ótica predominante nas universidades e na imprensa, seria alguém como Roberto Campos, que defendia o oposto dessa parafernália toda, que pregava o liberalismo, aquele que leva a culpa por nossos males, mas nunca nos deu o ar de sua graça.
 
Se Vinicius quer encontrar uma resposta, pode começar a procurar na página ao lado de sua coluna, no texto de Laura Carvalho, economista esquerdista, ícone desse “pensamento” retrógrado. Ela acha, como tantos outros, que o problema é a desigualdade, e que seu combate deve ser por meio do poder político para transferir riqueza. Ela termina sua coluna com esperanças, defendendo socialistas como Bernie Sanders e Jeremy Corbin. Eis aí uma boa dica para a busca de Vinicius: figuras como Laura ainda desfrutam de amplo espaço em nossa “mídia golpista”, sem falar das universidades, tomadas por esse pessoal vermelho.
 
O Brasil tem uma história lamentável, em suma, porque vive preso nas armadilhas da demagogia esquerdista, do populismo “progressista”, na ideologia socialista, com a crença de que Marx deve ser levado a sério, que o empresário é um explorador, que o lucro é um pecado, que os sindicatos fortes são a solução, por meio das “conquistas sociais” obtidas em conluio com o governo. O trabalhador só se ferra com tudo isso, e a galerinha insiste nas mesmas receitas fracassadas, pois a ideologia fala mais alto do que os fatos e a lógica.
 
Eis aí um ótimo caminho para Vinicius seguir em sua procura pelas causas dos nossos problemas. O estado é hipertrofiado, a mentalidade é coletivista, paternalista e instiga a “malandragem”, nossas instituições são capengas e permitem ampla margem de manobra aos oportunistas safados, temos muita impunidade, muitas estatais, muita concentração de poder no governo federal, e um sistema de ensino completamente falido, dominado pela doutrinação ideológica, inspirado no comunista Paulo Freire, defensor de tiranos assassinos.
 
E quem aponta tudo isso com mais veemência, sem rodeios, é rotulado pelos “formadores de opinião” do mesmo jornal em que Vinicius publicou sua coluna como sendo um “radical”, um “neoliberal”, um “extremista”, um… “reacionário”. Sim, porque “moderada” deve ser a tal Laura Carvalho, defensora de socialistas! Ou talvez Guilherme Boulos, o criminoso invasor de propriedades que faz ameaça a juízes para defender o bandido Lula, e que tinha até coluna na mesma Folha!
 
O Brasil tem uma trajetória lamentável porque tem uma elite lamentável, “progressista”, corrupta, covarde, adepta ao esquerdismo. Quem você acha que criou o mito Lula e o ajudou a chegar ao poder? O povo trabalhador? O proletário? Claro que não! Foram os “intelectuais”, os professores, os artistas engajados, a elite financeira, os servidores públicos, os sindicalistas, os “estudantes”.
 
Qual é o nosso problema? É justamente o excesso de “malandragem” e de esquerdismo, ora bolas! É o fato de um sujeito de esquerda como FHC ser considerado o representante da “direita”. E qual é a solução? Só há uma, além do aeroporto: chama-se LIBERALISMO!
 
Rodrigo Constantino




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