BRASIL, UM “MANICÔMIO TRIBUTÁRIO”, PERDE MAIS DUAS POSIÇÕES EM RANKING DE COMPETITIVIDADE por rodrigo constantino

Jefferson Severino - 03/11/2017 SC 01571 JP

BRASIL, UM “MANICÔMIO TRIBUTÁRIO”, PERDE MAIS DUAS POSIÇÕES EM RANKING DE COMPETITIVIDADE
por rodrigo constantino

Se uma mente muito perversa tivesse poder para criar um ambiente totalmente inadequado aos negócios, não seria capaz de montar o mecanismo insano de leis, regulações e impostos que temos no Brasil. Isso é obra de muitas mentes perversas, ao longo de muito tempo, uma verdadeira conquista do diabo! E pior: muitos desses ajudantes do demo se julgam santos, pois bem-intencionados e querendo ajudar os pobres.

O resultado é um verdadeiro “manicômio tributário”, como dizia Paulo Rabello de Castro em época mais liberal. Empreender em nosso país é simplesmente tarefa hercúlea, de herói ou maluco. E não há nada tão ruim que não possa piorar. O Brasil conseguiu cair mais duas posições no ranking de competitividade do Banco Mundial, acredite se quiser! É simplesmente o país onde se gasta mais tempo para pagar impostos:

O Brasil continua sendo o País onde as empresas gastam mais tempo para se pagar impostos, conforme levantamento feito pelo Banco Mundial. Com uma quantidade ímpar de documentos, taxas e leis, uma companhia nacional gasta 1.958 horas ao ano para quitar todas as suas obrigações tributárias. O tempo é seis vezes a média de 332 horas registrada nos países da América Latina e Caribe, de acordo com o último relatório Doing Business 2018.

Entre o mesmo estudo de 2016 e o divulgado nesta terça-feira, 31, o Brasil conseguiu reduzir em 80 horas o tempo gasto na burocracia tributária, movimento insuficiente para tirar o país do primeiro lugar.

No critério geral de “pagamento de impostos”, que incluiu o porcentual recolhido em relação ao lucro, o Brasil aparece na 184ª posição entre os 190 países analisados. 

“A má qualidade do Doing Business significa duas coisas. Primeiro, desperdício e produtividade menor do que a que poderia ser alcançada, porque mão-de-obra e recursos materiais das empresas são usados em coisas que não agregam valor”, afirmou Otaviano Canuto, representante do Brasil no Banco Mundial.

“Segundo, um ambiente de negócios ruim também desfavorece a competição. As empresas que já estão instaladas, que já jogam o custo de fazer negócio no Brasil no preço, têm condições de se defender em relação a desafiantes, a contestadores.”

Com tantos entraves para as empresas, o Brasil caiu da 123ª para a 125ª posição no ranking sobre ambiente de negócios em 190 países do mundo, apesar de ter registrado um pequeno avanço na sua performance.

Entre os itens avaliados estão o número de dias gastos na abertura de firmas, no pagamento de impostos, na obtenção de permissões de construção, na conexão com a rede elétrica e no registro de uma propriedade. Também são avaliados comércio exterior, acesso a crédito, solução de falências e concordatas e implementação de contratos.

Somos uma desgraça em termos relativos e absolutos. Nosso “impostômetro” bateu a marca de R$ 1,8 trilhão! Isso mesmo: quase dois trilhões arrecadados pelo governo:

O Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), vai bater a marca de R$ 1,8 trilhão na próxima quinta-feira, às 17h.

O registro, que acontecerá no Dia de Finados, ocorre 26 dias antes do que no ano passado, o que, em última instância, significa que os brasileiros estão pagando mais tributos em 2017.

O montante equivale a todo o dinheiro pago pelos brasileiros aos cofres da União, dos Estados e dos municípios em tributos (impostos, taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária) desde o primeiro dia do ano.

Mas Ciro Gomes acha que não dá para encontrar um bilhão para cortar nos gastos públicos, e uma legião de imbecis aplaude: humilhou o economista liberal! Muitos brasileiros gostam de “machão” arrogante, não de argumentos ou dados, menos ainda de lógica. O importante não é estar com a razão, mas jogar para a plateia.

Data adequada para bater essa marca: dia de finados. E quem morreu em nosso país foi o progresso, inviável sob tantas amarras governamentais. Diante disso, ainda temos vários pré-candidatos para 2018 propondo mais estado ainda. É a insanidade premiada em nosso circo chamado Brasil!

O candidato que, ao lado da questão da segurança, bater basicamente nessa tecla, de redução do estado, dos impostos e da burocracia, terá grandes chances de levar a eleição ano que vem. O povo trabalhador simplesmente não aguenta mais sofrer tanto nas mãos do governo. É hora de uma mensagem efetivamente LIBERAL!

Rodrigo Constantino
Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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