PARENTESCO E FILIAÇÃO - Emmanuel

Jefferson Severino - 11/05/2017 SC 01571 JP

PARENTESCO E FILIAÇÃO
Emmanuel


 
1 – A morte arquiva os serviços inacabados das criaturas humanas?

No mundo, a morte parece uma estação de problemas insolvíveis, arquivando serviços inacabados. Entretanto, isso é apenas aparência.

          2 – As consequências dos crimes obscuros dos homens terminam com a morte?

          Dramas passionais, crimes que não foram investigados pelos juízes humanos, tragédias íntimas e assaltos na sombra, cujos protagonistas sabemos identificar por vítimas e carrascos, não desaparecem no silêncio do túmulo, porque a vida prossegue, além da morte, desdobrando causas e consequências.

          3 – O Princípio de causa e efeito funciona além da morte?

          O princípio de causa e efeito tanto funciona na existência humana, quanto além dos implementos físicos perecíveis.

          4 – Para onde nos conduz a morte?

          Porque nós outros, seres humanos, encarnados e desencarnados, somos ainda discípulos imperfeitos e inexperientes da vida, a morte não nos impele, em definitivo, às esferas superiores e nem nos rebaixa, indefinidamente, a círculos degradantes.

          5 – Para as criaturas humanas, o que significa a vida terrestre?

          Considera-nos a Lei Divina por inteligências juvenis, sob o patrocínio da escola, concedendo-nos, na vida terrestre, o mais alto campo edificante e reeducativo.

          6 – Qual a conexão entre a consanguinidade e o destino?

          Nos elos da consanguinidade, reavemos o convívio de todos aqueles que se nos associaram ao destino, pelos vínculos do bem ou do mal, através das portas benditas da reencarnação.

          7 – Que precisamos para vencer na luta doméstica?

          Devemos revestir-nos de paciência, amor, compreensão, devotamento, bom ânimo e humildade, a fim de aprender e vencer, na luta doméstica. No mundo, o lar é a primeira escola da reabilitação e do reajuste.

          8 – O que foram, em vidas anteriores, os pais despóticos?

          Quase sempre, os pais despóticos de hoje são aqueles filhos do passado, em cuja mente inoculamos o egoísmo e a intolerância.

          9 – E o filho rebelde?

          O filho rebelde e vicioso é o irmão que arrojamos, um dia, à intemperança e à delinquência.

          10 – E a filha desatinada?

          A filha detida nos desregramentos do coração é a jovem que, noutro tempo, induzimos ao desequilíbrio e à crueldade.

          11 – E o marido desleal?

          O marido ingrato e desleal, em muitas circunstâncias, é o mesmo esposo do pretérito, que precipitamos na deserção, com os próprios exemplos menos felizes.

          12 – E a esposa desorientada?

          A companheira desorientada que nos amarga o sentimento, é a mulher que menosprezamos, em outra época, obrigando-a a resvalar no poço da loucura.

          13 – E os parentes abnegados?

          Os parentes abnegados, em que nos escoramos, são os amigos de outras eras, com os quais já construímos os sólidos alicerces da amizade e do entendimento, propiciando-nos o reconforto da segurança recíproca.

          14 – Como influi o nosso passado no clima familiar e na atividade profissional?

          Cada elo de simpatia ou cada sombra de desafeto, que surpreendemos na família ou na atividade profissional, são forças do passado a nos pedirem mais amplas afirmações de trabalho na vitória do bem.

          15 – Em vista de tudo isso, que nos cabe fazer ante os parentes?

          Diante dos parentes e dos companheiros de jornada, consagremo-nos à felicidade de todos e façamos o melhor ao nosso alcance, a benefício de cada um.

          16 – O que devemos fazer se a presença de alguém nos é penosa?

          Se a presença de alguém nos é penosa ou difícil ao coração, anulemos os impulsos negativos que nos surjam na alma e convertamos as nossas relações com esse alguém numa sementeira constante de paz e luz.

          17 – Todo laço de parentesco possui razão de ser?

          Ninguém possui sem razão esse ou aquele laço de parentesco, de vez que o acaso não existe nas obras da Criação.

Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Do livro:  Leis de Amor





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